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Raphinha Entra na Disputa pelo Posto de Maior Brasileiro do Barça

Capitão, artilheiro e peça central do projeto de Hansi Flick, Raphinha vive o melhor momento de sua carreira e já é apontado por parte da imprensa espanhola como candidato ao posto de maior brasileiro da história do Barcelona. Com a renovação contratual até 2030 encaminhada e números impressionantes no início da temporada, o atacante alimenta comparações históricas. Mas o caminho até o topo de uma lista badalada por nomes como Ronaldo Nazário, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Evaristo de Macedo e Neymar ainda é longo.

Um começo de temporada de respeito

Primeiro brasileiro a vestir a braçadeira de capitão do clube catalão, Raphinha soma 185 jogos pelo Barça e, se cumprir o vínculo até 2030, completará oito temporadas na Catalunha - um lastro de permanência que poucos brasileiros tiveram no clube. Já tricampeão espanhol, o atacante iniciou a atual temporada em ritmo de artilheiro, com 14 gols em oito partidas, número que reacendeu o debate sobre seu potencial de disputar prêmios individuais de peso, incluindo a possibilidade de ser indicado entre os melhores do mundo caso mantenha a régua.

A régua histórica dos brasileiros no Barça

O problema para quem quer cravar Raphinha como o maior brasileiro de todos os tempos é a concorrência. Ronaldo Nazário precisou de apenas uma temporada, 1996/97, para deixar uma marca que resiste até hoje: 47 gols e 13 assistências em 49 jogos, Chuteira de Ouro e a Bola de Ouro mais jovem da história, aos 21 anos. Romário, por sua vez, foi decisivo na artilharia do Campeonato Espanhol de 1993/94, com 30 gols, e terminou aquele ciclo como melhor do mundo pela Fifa, embalado pelo título mundial de 1994.

Rivaldo construiu uma trajetória mais longa e regular, com 130 gols em cinco temporadas - maior artilheiro brasileiro do clube - e um prêmio de melhor do mundo em 1999. Evaristo de Macedo, de uma geração anterior, é lembrado como o pioneiro do sucesso brasileiro na Catalunha, com cinco títulos e um gol histórico contra o Real Madrid nas Copas de Campeões dos anos 1960. Neymar, ao lado de Messi e Suárez, viveu o auge da Tríplice Coroa em 2015 e protagonizou a histórica virada por 6 a 1 sobre o PSG em 2017. No topo da lista, porém, segue Ronaldinho Gaúcho, responsável por reerguer o clube de uma crise profunda entre 2003 e 2008 e consolidado como o maior ídolo brasileiro da história culé.

O que falta para Raphinha

Para entrar de fato nessa conversa, Raphinha precisará não apenas manter a consistência estatística, mas também conquistar títulos de peso - especialmente a Champions League, troféu que falta ao clube desde a era Neymar-Messi-Suárez. A comparação histórica no Barcelona não se resume a números: envolve impacto cultural, momentos decisivos em finais e a capacidade de mudar o patamar da equipe, como fizeram os nomes que o antecederam. Por ora, o atacante constrói um currículo sólido, mas o veredito sobre seu lugar entre os maiores brasileiros da história azul-grená ainda depende do que vier pela frente.