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Alcaraz Busca em Paris um Título Que Guarda História

Carlos Alcaraz chega ao Masters 1000 de Paris com motivos de sobra para querer erguer o troféu. O espanhol será o cabeça de chave número 2 do torneio, e a ausência de Jannik Sinner, que já encerrou sua temporada, retira de cena o favorito natural ao título. Para Alcaraz, porém, essa vantagem no papel vem acompanhada de uma pressão silenciosa: é a sua última chance de não fechar 2026 sem conquistar nenhum Masters 1000.

Um caminho historicamente imprevisível

Apesar do status de favorito, a parte final da temporada raramente foi tranquila para o murciano. Na semana passada, ele sofreu uma derrota surpreendente para Zizou Bergs, resultado que pegou o circuito de tênis de surpresa. O próprio torneio de Paris já lhe pregou peças antes: no ano passado, foi Cam Norrie quem o eliminou de forma inesperada. Esses episódios reforçam que, mesmo como melhor colocado do chaveamento, Alcaraz não terá vida fácil nas quadras cobertas da capital francesa.

A última cartada da temporada

Depois de cair no Masters de Xangai, Alcaraz chega a Paris com apenas esta oportunidade restante de somar um título de Masters 1000 em 2026. A temporada do espanhol foi marcada por limitações físicas: antes da lesão que o afastou das quadras, ele havia disputado apenas Indian Wells, Miami e Monte Carlo. Paris será, assim, apenas seu quinto torneio da categoria no ano - um número baixo para um atleta do seu nível, mas que também explica a urgência em fechar a temporada com um troféu.

Uma sequência histórica em jogo

O que está em disputa vai além do título em si. Alcaraz vem conquistando ao menos um Masters 1000 em cada uma das últimas quatro temporadas. Caso não vença em Paris, essa contagem seria zerada, e o espanhol teria que recomeçar a sequência em 2027. O feito de alcançar cinco anos consecutivos com pelo menos um título nesse nível é raro: apenas Novak Djokovic e Rafael Nadal conseguiram essa marca entre os homens. Djokovic teve duas sequências distintas de seis anos, enquanto Nadal detém o recorde histórico, com dez temporadas seguidas conquistando ao menos um Masters 1000 entre 2005 e 2014.

Atualmente, Alcaraz divide a marca de quatro anos consecutivos com nomes como Andre Agassi, Pete Sampras, Andy Murray e Roger Federer. Curiosamente, Sinner também está nessa mesma situação, com 2026 representando seu quarto ano seguido vencendo pelo menos um torneio da categoria. Isso significa que, se Alcaraz tropeçar em Paris, o italiano terá a chance de alcançá-lo - e até ultrapassá-lo - na temporada seguinte.

Um troféu que ainda falta na coleção

Paris também representa uma lacuna específica no currículo de Alcaraz. Aos 23 anos, ele nunca venceu este torneio, tendo como melhor resultado uma campanha até as quartas de final em 2022. Juntar o ineditismo do título parisiense à necessidade de manter viva sua sequência histórica transforma esta edição em um dos testes mais simbólicos da temporada para o espanhol, mesmo que o caminho até a taça, como o próprio histórico recente sugere, esteja longe de ser trivial.